segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MAIOR CAVERNA DO NE FICA EM FELIPE GUERRA

Veja a seguir a reportagem feira pelo jornalista CESAR ALVES publicado no Jornal de Fato, editado na cidade de Mossoró, edição do dia 6 de dezembro de 2009. Equipes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV) e do Instituto Meandros Espeleo Clube concluíram o mapeamento da Caverna Trapiá, no município de Felipe Guerra. Agora, oficialmente, trata-se da maior cavidade natural do Nordeste e uma das maiores do país. Tem 2.330 metros de desenvolvimento.
O trabalho de mapeamento contou com especialista da Universidade de São Paulo, do CECAV e do Instituto Meandros Espeleo Clube. A caverna havia sido descoberta pela mesma equipe em 2003. Na primeira incursão, conseguiram mapear pouco mais de 300 metros. Depois avançaram para 1.200 metros em outras duas tentativas, que foram prejudicadas pelo inverno.
O trabalho foi retomado em setembro passado, quando os especialistas conseguiram atingir 2.330 metros. Após o trabalho, os espeleólogos do CECAV, segundo Jocy Cruz, concluíram que a Caverna do Trapiá é a maior da região Norte e Nordeste.
A Caverna do Trapiá é três vezes maior do que a maior caverna já identificada e catalogada no Estado, no caso, a Furna Feia, no município de Baraúna, que tem 740 metros de desenvolvimento. Trapiá ultrapassa a maior do Nordeste, ou seja, a Gruta de Ubajara, localizada no Município de Ubajara, no estado do Ceará, com 2.200 metros.
Jocy Cruz, do Cecav, informa que até o presente momento, de acordo com diversos cadastros brasileiros (Codex, CNC e CANIE), só existem cavernas que ultrapassam essa dimensão nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Paraná.
Outro dado surpreendente é que, segundo pesquisadores da USP, Francisco Cruz, que também fez parte da equipe que fez a descoberta e o mapeamento, a gruta é a maior do Brasil formada em rochas recentes, ou seja, do Cretáceo (período geológico que vai de 144 a 65 milhões de anos atrás), período no qual foi formado o calcário da Bacia Potiguar.
Para as duas equipes de exploradores, a Caverna Trapiá, em Felipe Guerra, é um grande patrimônio histórico, cultural e científico ainda não explorado no Rio Grande do Norte.
Logo na terceira tentativa, conseguiram topografar e registrar em imagens salões volumosos para os padrões regionais, inúmeros fósseis de animais pré-históricos, que necessitam de estudos específicos para se comprovar de qual época pertence. "Acreditamos que sejam espécies da megafauna pleistocênica", diz Francisco Cruz.
Também foram catalogados espeleotemas incomuns na região, como velas e helictites, além do primeiro registro de flores de gipsita no Rio Grande do Norte (foto). Foram também observados indícios de uma conexão direta com o rio Apodi/Mossoró, distante aproximadamente mil metros em linha reta do ponto onde a topografia foi interrompida pela correnteza.
Na quarta tentativa, em novembro, foram mapeados mais 200 metros até um ponto obstruído com lama e areia, chegando aos números finais do mapeamento. A caverna tem só uma entrada e só é possível praticando rapel numa altura de 18 metros. Não existem habitações próximas e às vezes enxames de abelhas impedem a aproximação e incursão da caverna.
Segundo Jocy Cruz, diante do que foi encontrado, não restam mais dúvidas do potencial da região para a exploração do turismo ecológico e de aventura e principalmente científico. "É preciso que sejam feitos estudos específicos sobre estas espécies que encontramos inúmeros fósseis preservados no interior da caverna. Porém, para estes estudos, é preciso ter o acompanhamento".

Analista conta como foi a exploração
O analista ambiental Diego de Medeiros Bento, do Cecav-RN, informou que a maior dificuldade enfrentada na exploração foi o calor intenso dentro da gruta, que varia de 29ºC na entrada até 34ºC em alguns trechos, sendo necessário muita água nas expedições.
A alta umidade, beirando a saturação, aumenta a sensação térmica, exigindo preparo físico e psicológico dos participantes. O fato de que o único acesso à caverna conhecido é um abismo de 18 metros, acessível somente com o uso de técnicas verticais.
Ainda de acordo com Diego de Medeiros Bento, a caverna é localizada na zona rural do município, área de baixíssima ocupação humana, cujas atividades produtivas restringem-se à pecuária bovina e caprina, sem maiores impactos ao ambiente

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS E PALEONTOLÓGICOS

No Rio Grande do Norte existem muitos sítios arqueológicos e paleontológicos de significativa importância, os quais se apresentam como importante alternativa para o desenvolvimento de um turismo ecológico e cultural sustentável. Dentre os principais ou melhor conhecidos e que têm uso turístico ou potencial para exploração, podem ser citados: o Lajedo de Soledade, situado no município de Apodi, que se mostra como um sítio arqueológico e paleontológico com gigantesca e bela exibição de rochas calcárias (depositados a cerca de 90 milhões de anos, quando um mar raso cobria a região), circundadas pela caatinga, onde são encontrados ossos de animais já extintos do nosso planeta, tais como preguiças e tatus gigantes, mastodontes e tigres dentes-de-sabre, além de pinturas e gravuras, onde estão representados araras, papagaios, garças, lagartos, outros animais e formas geométricas ainda não decifradas (Fig. 8), registrados por povos primitivos que habitaram a região na Era Glacial, entre 3.000 e 5.000 anos; Lájea Formosa, situado no município de São Rafael, na região Seridó, e distando cerca de 210 km de Natal, capital do Estado, onde se tem registros arqueológicos e paleontológicos, sobressaindo-se ainda os belos monólitos de rochas graníticas, com diversos tanques naturais esculpidos na própria rocha, os quais serviram de armadilha fatal para alguns dos gigantescos animais (mastodontes, tigres dentes-de-sabre e preguiças gigantes) que habitaram a região na Era Glacial; Pedra do Alexandre (Fig. 9), Casa Santa e Xique-Xique I e II (Fig. 10), no município de Carnaúbas dos Dantas (Região Seridó) e distando cerca de 210 Km de Natal, onde foram foi encontrados fartos registros de civilizações antigas que habitaram a região, com pinturas rupestres e enterramentos humanos datados entre 2.600 a 9.400 anos.
Não o bastante, pelas suas belezas e importância cultural e turística, os sítios paleontológicos e arqueológicos são espaços naturais de extrema fragilidade e que devem somente ser explorados pelo turismo ecológico ou cultural, em pequenos grupos, e desenvolvidos por profissionais experientes no assunto, conhecedores do real valor de tais recursos e de grande responsabilidade para com o meio ambiente.

domingo, 18 de outubro de 2009

MEIO AMBIENTE SUSTENTÁVEL: DEFESA DO POÇO FEIO


Marcado por estrutura geológica que remonta à era cretácea, o território dix-septiense possui privilegiadas formações espeleológica de origem calcária, sobressaindo-se a do Poço Feio, localizado na comunidade rural do sítio Bonito, imemorialmente ponto de turismo predatório que vem impactando consideravelmente todo entorno da caverna.Água farta brota das entranhas da terra, a qual, sulcando o interior, tem provável gênese no emaranhado e complexo subsolo da região, formando intricado sistema do qual o arenito assú e o calcário jandaíra participam plenamente marcando a proeminência das características edáficas da bacia potiguar.O Poço Feio precisa com urgência ser mapeado, pois nem nos registros da sociedade brasileira de espeleologia a cavernas e encontra catalogada. Ainda são incógnitas as ligações que o Poço Feio possui com o lençol freático e com a confusa profusão de túneis que marcam terrenos geológicos como o que está assentada a área geográfica do município de Governador Dix-sept RosadoRN.Impossível pensar a dicotomia geográfica nos dias de hoje, razão pela qual intercalar o físico com o humano é imprescindível para que tenhamos respostas significativas sobre hipóteses levantadas.Para gerações dix-septienses o Poço Feio vem se constituindo em lugar, contrário do que se verifica com a maioria que procura a caverna calcária para fins de lazer. Preocupações efetivas com a preservação e sustentabilidade irrisória, ambiental em sua essência, majoritárias no âmbito do pleno sentimento telúrico coma natureza, vem sendo exibida pela população local, sobretudo da comunidade rural do sítio Bonito.A gestão pública deve se manifestar para que medidas urgentes sejam tomadas no sentido de buscar a harmonia entre respeito à natureza com geração de emprego e renda, tendo em vista que a base econômica de diversas comunidades espalhadas ao longo do percurso do rio Apodi Mossoró, em Governador Dix-sept Rosado/RN, há tempos passados perderam o principal sustento, através da desestruturação dos plantios de alho e cebola, graças ao advento do mal-de-sete-voltas, ainda na década de oitenta do século passado.Transformar a área do Poço Feio em pólo turístico sustentável é uma forma de garantir melhoria da qualidade de vida da população com racional intervenção antrópica no meio ambiente natural, extremamente impactado devido à retirada de rochas caclárias e outras originadas pelo tempo geológico, o qual vem transformando carapaças de animais marinhos em marga, gipsita, calcário e outros produtos fartamente utilizados na construção civil.Impossível não se apaixonar pelo Poço Feio, a poesia que emana das águas, as lendas acalentadas e o curioso fenômeno hídrico que brota das entranhas da terra, caracterizado pela água em tonalidade azulada. Empiricamente, Luiz di Souza, do departamento de química da UERN, companheiro de viagens de reconhecimento e estudos à caverna calcária localizada em Governador Dix-sept Rosado/RN, acha grande a probabilidade da proeminência de cobalto, além de outros componentes químicos ainda não alisados. O cientista notificou ainda que uma dúvida provavelmente havia sido respondida, com relação ao projeto encampado pela PETROBRAS, sobre análise das condições ambientais apresentadas pelo rio Apodi-Mossoró. Conforme Luiz di Souza, há grande chance da diferença obtida em água analisada no perímetro urbano de Governador Dix-sept Rosado/RN ser devido à influência do vagalhão hídrico que brota da caverna calcária inundada, despejadas no curso da bacia à altura da comunidade rural do sítio Bonito.Sujeiras, infelizmente, vem se acumulando ininterruptamente, dentro e fora do Poço Feio, completadas com a prática local de criar porcos de forma ultra-extensiva. Atentando contra o meio ambiente e contra a saúde pública, patrocinam desgastes ambientais em razão que os animais esperam melhores oportunidades para praticarem verdadeiros redemoinhos de lixo. As pessoas que vem de fora costumam deixar materiais orgânicos e inorgânicos em sacolas, logo rasgadas, sobretudo pelos suínos.Necessário destacar ainda que o turismo predatório é de alto risco, pois sem a mínima infra-estrutura para comportar o fluxo de pessoas que acorrem ao Poço Feio, principalmente em finais de semana, despreza-se a possibilidade de rompimento de estalictites existentes na parte externa do afloramento calcário.Pensando de forma sustentável a área correspondente ao Poço Feio, buscando aproveitar o potencial turístico do lugar, necessita-se urgentemente que haja correção ambientalmente legal dos perigos proporcionados pelos espeleotemas existentes na caverna calcária do Poço Feio. As fissuras são vistas de imediato, não apenas na área compreendida pela proeminência das estalactites, externamente, mas ainda em vários locais, com muitas pedras calcárias soltas, as quais podem provocar graves acidentes.A natureza impactada de forma extrema não pode e nem consegue mais esperar. A maioria das pessoas que habita o planeta não acordou ainda para a hipótese de que sucumbiremos em dejetos se nada for feito para reverter o quadro dramático nunca antes vivenciado pela espécie humana. Séria e racional gestão ambiental é a única saída a fim de permitir melhor aproveitamento do Poço Feio.Desafio do milênio, o desenvolvimento sustentável deve ser encarado como a única saída viável para a continuidade de existência da vida no planeta terra e buscar soluções para problemas locais, primando sempre pela ênfase ao meio ambiente equilibrado, traduz a única forma de legarmos às gerações futuras belezas que a natureza nos disponibiliza e que precisam ser preservadas urgentemente, garantindo ainda a melhoria da qualidade de vida da população através de ações que venham benéficiá-la de forma legítima e duradoura.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor da UERN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

FONTE: SITE - CÁ ENTRE NÓS

Viagem ao interior da Terra

Só mesmo visitando as cavernas do Rio Grande do Norte para saber a riqueza de conhecimentos que elas guardam. Veja a seguir uma reportagem feita pelo site NOMINUTO

A paisagem árida e montanhosa do interior do Rio Grande do Norte esconde um rico patrimônio espeleológico. Em quantidade de cavernas cadastradas na Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), o Estado é o sexto do país e o segundo do Nordeste, atrás somente da Bahia.

São em torno de 200 as cavernas potiguares cadastradas, ou grutas (como queiram chamar). Elas não são grandes nem apresentam a exuberância cênica de cavernas encontradas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, mas têm grande importância do ponto de vista ecológico, geológico e antropológico. O pesquisador de história Carlos Rostand França de Medeiros, um dos principais responsáveis pelo registro e divulgação do patrimônio espeleológico do Rio Grande do Norte, com 20 anos de estudos nessa área, define as cavernas do Estado como “pequenas e delicadas jóias com destinação para a área do conhecimento”. O técnico em geologia Solon Rodrigues de Almeida Neto, outro estudioso e divulgador da espeleologia no Estado, acrescenta que as cavernas abrigam um número significativo de espécies animais ainda desconhecidas. Um outro dado relevante é a existência, em boa parte das grutas do semi-árido, de mananciais de água. “Nossas cavernas têm uma vasta e concreta importância”, afirma Solon. Pequenas, porém, importantesDe acordo com Rostand Medeiros, o tamanho das cavernas encontradas no Estado varia em média de 150 a 300 metros. A maior parte (80%) é em calcário. As demais são em granito, arenito e mármore. Nas de granito é onde se encontram inscrições rupestres, prováveis vestígios de nossos antepassados. Carnaúba dos Dantas, Cerro-corá e Santana do Matos são alguns dos municípios onde esses sinais em grutas são encontrados. As de calcário estão localizadas na Bacia Potiguar, desde a região de Jandaíra até o estado do Ceará. A maior concentração ocorre entre os municípios de Felipe Guerra e Dix-sept Rosado. É de calcário a mais extensa das cavernas do Estado. Conhecida pelo nome de Furna Feia, mede em torno de 800 metros e fica no assentamento Eldorado do Carajás II, numa área da antiga fazenda Maísa, em Mossoró.


Inscrições rupestres estão presentes em muitas cavernas do RN.A Casa de Pedra, atração turística de Martins, é uma das 14 maiores em mármores do Brasil. Rostand ressalta, no entanto, que a visitação a essa gruta tem ocorrido de forma incorreta. “Não há material adequado para proporcionar a visita. Falta um plano de manejo para a área, como falta maior conhecimento e cuidado com nosso patrimônio espeleoógico, que talvez não receba tanta atenção por ser constituído de cavernas pequenas sem grandes atrativos cênicos. Há limitações para o turismo, mas as cavernas são muito importantes para estudos nas mais diversas áreas”. Ele cita, por exemplo, o estudo da hidrologia, importantíssimo para regiões secas. Outro estudo é a bioespeleologia (vida no interior das cavernas), além da arqueologia e paleontologia (ciências que se ocupam de estudar vestígios das antigas sociedades). “No nosso estado, sem dúvida alguma o Lajedo de Soledade figura como o melhor exemplo da presença de vestígios da antiga presença humana e da utilização de cavernas como abrigos”, diz Rostand.

No local, distante 15 km do município de Apodi e 350 km de Natal, foram encontradas pinturas rupestres e fósseis de animais da era glacial. A idade estimada das pinturas feitas nas pequenas grutas e fendas que caracterizam o local é de 3 mil a 5 mil anos. Conhecer, divulgar e preservar Apesar de todo esse potencial, se conhece muito pouco do patrimônio escondido sob as cavidades naturais subterrâneas do Estado. Para Rostand Medeiros, os estudos feitos nas cavernas potiguares são nulos. Na opinião dele, falta também uma política de preservação. O pesquisador vê um certo desinteresse das instituições governamentais que lidam com a questão ambiental no Estado.


A existência de manancias d'áua em cavernas do RN é outro dado relevante. “A espeleologia não tem recebido o prestígio e a atenção que merece. Já faz tempo que lutamos para criar uma área de preservação de cavernas, mas não tem havido interesse. Somente recentemente o chefe do Cecav (Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas) do Ibama no Rio Grande do Norte nos procurou para tratar do assunto”. O contato foi feito logo após o Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Apodi, instaurar inquérito para apurar possíveis danos ambientais causados por atividades da Petrobras numa área em Felipe Guerra onde existem 42 cavernas e onde também ocorre exploração predatória de calcário. O Ibama e o Idema são citados no inquérito, que resultou de denúncias feitas ao MP pelas duas ONGs que estudam as cavernas do Rio Grande do Norte, a Sociedade para Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental no RN (Separn) e a Sociedade Espeleológica Potiguar (SEP), das quais Rostand e Solon fazem parte. Ao lado do Cecav, a Separn e a SEP tem dado uma contribuição importante para a difusão do acervo espelelógico do Estado. Das cerca de 200 cavernas potiguares cadastradas na Sociedade Brasileira de Espeleologia, grande parte foi descoberta e catalogada pelas duas ONGs. Espírito aventureiro É necessário possuir espírito desbravador para se aventurar pelos caminhos da espeleologia. As cavernas ficam em serras, onde muitas vezes só é possível chegar a pé depois de uma caminhada de quilômetros sob o sol forte. Em fevereiro, Rostand e seu grupo adentraram o município serrano de Santana do Matos à procura de uma caverna ainda desconhecida da Separn — a Gruta dos Tapuias. Até alcançar o destino, os pesquisadores venceram, a pé, quatro quilômetros serra acima. O interesse em visitar a Gruta dos Tapuias surgiu quando Rostand lia um jornal local de 1928 em que constava a informação de que a caverna havia sido usada como esconderijo pelos indígenas dessa tribo. Junto com outros dois integrantes da Separn, o pesquisador foi até Santana do Matos em busca da tal gruta. As viagens do grupo geralmente são motivadas por algum fato histórico como esse. Atrás de cavoucar a história guardada nas cavernas, Rostand bateu todo o mapa do Rio Grande do Norte. As viagens renderam conhecimento e um rico e belo acervo de imagens do interior do Estado, que em breve deve virar exposição e livro.

O visual paisagístico compensa qualquer esforço.O trabalho é difícil e cansativo, mas a vista que se tem da paisagem compensa qualquer esforço, sem falar na receptividade dos moradores, tudo boa gente, como dona Raimunda Silva, que deu casa, comida e carinho ao grupo de espeleologistas em Santana do Matos.


O QUE ESPELEOLOGIA


Ciência que estuda as cavidades naturais e outros fenómenos cársicos, nas vertentes da sua formação, constituição, características físicas, formas de vida, e sua evolução ao longo do tempo. A Geologia, Hidrologia, Biologia, Climatologia e Arqueologia são algumas das ciências que contribuem para o conhecimento espeleológico. Os estudos espeleológicos apoiam-se frequentemente em levantamentos topográficos. A simples exploração ou visita das cavernas está por vezes associada à espeleologia, embora não se deva confundir com esta ciência.
História da espeleologia:
Em tempos pré-históricos as cavernas protegiam os nossos antepassados das intempérides e dos animais selvagens. Os achados mais antigos da presença do homem nas cavernas datam de 450 mil anos atrás e foram encontrados na Gruta Arago, na região francesa de Tautavel. Nesta gruta foi encontrado o esqueleto do mais antigo povoador europeu, baptizado como Homem de Tautavel. Com a evolução, este primata dá origem ao Homem do Paleolítico Superior, muito mais avançado que o anterior. É neste periodo (350.000 A.C. - 10.000 A.C.) que surgem as primeiras pinturas rupestres, fruto do ócio e do instinto artístico, ilustrando principalmente cenas domésticas e de caça. Com o fim das eras glaciares, o homem abandona as grutas e instala-se nos campos. As cavernas passam a servir de armazéns, lugares de culto ou túmulos funerários. Na Idade Média dá-se uma regressão de mentalidades, passando as cavidades a serem consideradas lugares do demónio e onde se escondem os leprosos e os doentes da peste. A Espeleologia passa por anos negros. A pouco e pouco as cavernas começam novamente a ser alvo de visitas e explorações, sendo alvo de estudos científicos a partir da segunda metade do séc. XIX. Agora já não é a busca de protecção, mas sim a curiosidade, que faz o homem regressar às grutas. As primeiras expedições de carácter científico eram motivadas pela Paleontologia, ciência que busca os vestígios do homem e dos animais pré-históricos. Crê-se que tenham sido os ajudantes dessas expedições que mais tarde se agruparam e se tornaram os primeiros espeleólogos, aqueles que estudam as cavidades.
O pai da espeleologia:
Nascido em França na segunda metade do séc. XIX (1859 - 1938), Edouard Alfred Martel é considerado o pai da espeleologia. Desde tenra idade que se apaixona pelo mundo subterrâneo, tendo efectuado as suas maiores explorações em 1888, no maciço central francês. Em 1895 fundou a Sociedade de Espeleologia Francesa, a primeira associação de carácter espeleológico em França e no mundo. Foi o verdadeiro fundador da espeleologia física. Outro grande nome da espeleologia é o romeno Emile Georges Racovitza (1868 - 1947), que realizou os seus estudos em França. Juntamente com o seu discípulo e colaborador René-Jeannel (1879 - 1965), são considerados os fundadores da bioespeleologia, ciência que estuda a vida nas cavernas. No entanto a espeleologia não podia progredir sem o contributo de outras ciências. As dificuldades inerentes à exploração das grutas, bem como a subida e descida de poços de grandes dimensões, exigiam técnicas e materiais específicos. Robert de Joly (?), discípulo e seguidor de Martel, foi o primeiro a inventar e a aperfeiçoar radicalmente o material de exploração espeleológica. Os seus sistemas de iluminação, aparelhos de subida e descida e inclusivé o seu traje, foram copiados e imitados no mundo inteiro. É considerado o pai da espeleologia desportiva.
FONTE: SITE GLOSSÁRIO DE ATIVIDADES

HISTÓRIA DA ESPELEOLOGA EM PORTUGAL


-Os vestígios de ocupação humana até agora encontrados permitem assegurar que a utilização das cavidades portuguesas data de há vários milhares de anos. Foi a procura de tais vestígios que levou vários especialistas de pré-história a prospectar o nosso mundo subterrâneo.Os primeiros registos da actividade espeleológica no nosso país datam de 1758, data em que o Padre Manuel Dias descreveu a exsurgência dos Olhos de Água; de 1854, ano em que foram publicados os escritos das escavações em grutas da região de Condeixa, da autoria de Costa Simões e de 1872, ano em que foi publicado, no Diário Ilustrado nº 127, a descrição de uma visita à Gruta das Alcobertas, da autoria de B. Soveral.A realização em Lisboa do IX Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica, em Setembro de 1880, incluiu uma visita às grutas do Poço Velho em Cascais, importante necrópole neolítica, o que contribuiu decisivamente para o nosso reconhecimento no estrangeiro. Desde essa data até aos finais do século XIX, Portugal acompanhou a evolução europeia nestes domínios, publicando e apresentando em congressos internacionais trabalhos sobre grutas nacionais, como os de N. Delgado (1867, 1880, 1884, e 1889), E. Veiga (1886), F. P. Oliveira (1889), C. Serrão (1891), J. L. Vasconcelos (1895, 1896), M. Apolinário (1897) e de J. J. Nunes (1897). Os investigadores estrangeiros não ficaram indiferentes a este caudal de informação e antes do virar do século começaram a trabalhar nas nossas grutas, quer na área da antropologia quer na da biologia e hidrogeologia. Entre estas salienta-se P. Choffat que em 1891 iniciou a sua actividade em Portugal, cujos trabalhos se revestem de grande importância para o conhecimento geológico do país.No princípio deste século renovaram-se as visitas de cientistas estrangeiros (W. Brindley, G. Eugenaud e E. Harlé), mas foi apenas nos anos vinte que estudiosos mais distintos nos visitaram, como H. Breuil, R. Jeannel, E. Recovitza e E. Fleury. Este último publicou, em 1923, o livro "Portugal Subterrâneo" e devido ao seu contributo nos campos da geologia e geoespeleologia nacionais pode ser considerado o "pai" da espeleologia em Portugal.Na década de trinta verificou-se uma retoma dos portugueses aos trabalhos de arqueologia por A. Athayde, A. M. Nogueira, M. Costa e Mendes Costa, de biologia por F. Frade e de carácter geral por J. Boléo.Na década de quarenta foi dado outro passo importante para a espeleologia com o aparecimento dos primeiros espeleólogos, os quais começaram como auxiliares e colaboradores das expedições científicas e que posteriormente se agruparam, tornando-se assim autónomos. Ainda nos anos quarenta surgiu o primeiro inventário de cavidades portuguesas, publicado na revista científica e literária de Coimbra "O Instituto" (1945); em 1948 é criado o primeiro clube de espeleologia e publicado um verdadeiro inventário das cavernas calcáreas de Portugal, da autoria de Bernardino e António Barros Machado, resultado dos seus trabalhos nos anos 30 e 40 e A. F. Martins que em 1949 publica um estudo global da geografia física do Maciço Calcáreo Estremenho. É de salientar que esta publicação foi reeditada em 1999.O fim da década de 40 e o início da de 50 foram de grande importância para a espeleologia, com a exploração do complexo Moinhos Velhos - Pena - Contenda. Em 1957 efectua-se precisamente neste sistema uma expedição de alunos da Universidade de Londres. Assim, Moinhos Velhos e o seu sistema mantêm até 1985 o 1º lugar do "ranking" das cavidades em Portugal. Em 1956 e 1957 foram publicados estudos regionais sobre a Beira Litoral da autoria de A. F. Soares, L. N. Conde e A. F. Tavares.Nos anos 60 a espeleologia começa a evoluir fora dos meios universitários e científicos: em 1961 é publicado por A. V. Moreira, na Escola Comercial Veiga Beirão, um folheto com o título "Noções de Espeleologia" e em 1963 o mesmo autor publicou "Espeleologia" nos cadernos de Educação Física. A década de 60 caracterizou-se ainda pelo início da actividade espeleológica nos Açores: um clube local, a Sociedade de Exploração Espeleológica - Os Montanheiros, faz explorações na Ilha Terceira; em 1963 V. H. Forjaz descreve uma cavidade da Ilha do Pico; em 1966 foi publicado pelo Centro de Instrução Especial de Espeleologia um trabalho sobre os canais lávicos da Ilha Terceira e em 1967 o Grupo de Espeleologia da Faculdade de Ciências de Lisboa realizou uma expedição aos Açores. Foi ainda na década de 60 que se formaram vários clubes de espeleologia e que surgiram os primeiros cursos de formação.Na década de 70 a formação de espeleólogos passou a ter melhor qualidade, começando espeleólogos portugueses a realizar estágios em França e os clubes a apostar em cursos de formação. Surgem ainda publicações especializadas como: Speleo (Novembro de 1970), Boletim dos Serviços de Exploração Subterrânea; Espeleo Notícias (1972), Boletim do Gabinete de Estudos Espeleológicos do Centro Universitário de Lisboa; Algarocho (Julho de 1976), Boletim da Sociedade Portuguesa de Espeleologia.Em 1973 teve lugar o 1º Encontro Nacional de Espeleologia onde estiveram presentes o Centro de Espeleologia de Coimbra, o Centro de Espeleologia de Lisboa, o Núcleo de Espeleologia de Leiria e Torres Novas, o Centro Piloto de Espeleologia e o Serviço de Exploração Subterrânea.Na década de 80 surgiram mais duas publicações de natureza espeleológica: O Mundo Subterrâneo, da Associação de Espeleólogos de Sintra (1980) e EspeleoDivulgação, do Núcleo de Espeleologia da Associação de Estudantes da Universidade de Aveiro (Junho de 1982). As explorações estrangeiras a Portugal são retomadas em 1983, com a realização de uma expedição francesa à nascente do Alviela. Em 1985 é publicado o livro "Grottes et Algares du Portugal" de C. Thomas; no mesmo ano o seu trabalho, juntamente com o SAGA - Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares, na gruta do Almonda tornaram esta cavidade na 1ª do "ranking" nacional, contando actualmente com cerca de 13 Km de desenvolvimento total. Em Agosto de 1987 realiza-se mais uma expedição francesa ao nosso país, constituída por 12 espeleólogos e 8 mergulhadores que exploraram alguns algares e mergulharam as Nascentes do Alviela e Almonda, chegando na primeira a 425 metros de distância e atingindo a cota de mergulho de - 60 metros. No ano seguinte, uma outra expedição francesa à nascente do Alviela, desta feita com uma equipa da Comissão de Mergulho Subterrâneo da F.F.E.S.S.M., atingiu a cota dos - 78 metros e topografou 820 metros de galerias. Realizaram-se mais algumas expedições ao nosso país em anos posteriores, não só por franceses como também italianos e espanhóis.Em 1990 surge mais uma publicação versando o território continental, o livro de Lúcio Cunha, "As Serras Calcárias de Condeixa - Sicó - Alveiázere. Estudo de Geomorfologia".Em Abril de 1994, o Grupo de Arqueologia e Espeleologia de Pombal descobre uma importante rede subterrânea na região de Penela, a qual é um dos maiores acontecimentos espeleológicos dos últimos tempos.No decorrer desta importante descoberta, o Centro de Investigação e Exploração Subterrânea, o Grupo Protecção Sicó, o Núcleo de Espeleologia de Condeixa, a Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares e a Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia descobrem, em 1997,- mais uma importante gruta associada ao mesmo sistema - o Algarinho.
FONTE: SITE DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ESPELEOLOGIA

Entenda tudo sobre este esporte que explora cavernas

Espeleologia, ou Caving, é uma mistura entre ciência e esporte de ação. A atividade une a exploração de cavernas, sua pesquisa, documentação e conservação, com as técnicas usadas para seu estudo - mergulho e rapel, entre outros.A diferença entre Espeleologia e Caving é que o primeiro é mais voltado para a área científica, em que inúmeros profissionais (biólogos, geólogos, engenheiros, químicos etc) desenvolvem pesquisas e aprofundam seus estudos. Já o segundo está mais direcionado para a área técnico-esportiva, sendo uma mutação da área científica e buscando prospecção e exploração de cavernas através de documentação, fotografia e logística.Em qualquer um dos casos, os praticantes dessa atividade devem estar dispostos a transpor difíceis obstáculos no escuro, realizar subidas e descidas através de cordas, atravessar pequenos - ou grandes - lagos, e se encontrar com o desconhecido (nunca se sabe exatamente o que aguarda no interior de uma caverna). Mas o ponto principal é ter consciência ecológica e querer conhecer mais sobre a formação e o desenvolvimento das cavernas, assim como sua delicada e exuberante fauna e flora. CaracterísticasO termo espeleologia deriva do grego “spelaion” (caverna) e “logos” (estudo). Assim, espeleologia é o estudo das cavernas, e envolve áreas como geologia, geografia, arqueologia, biologia e antropologia. Porém, para realizar esse estudo é preciso explorar a caverna utilizando técnicas como rapel e mergulho - ambos conhecidos esportes de aventura. Por isso a atividade atrai não só cientistas, mas também aventureiros em busca do desconhecido.O Brasil possui um excelente campo para a Espeleologia: são mais de 2.500 cavernas cadastradas. Pode parecer muito, mas esse número representa pouco mais de 5% de todas as cavernas brasileiras (95% ainda esperam ser descobertas e documentadas). Além de possuir inúmeras cavernas, o país também possui uma espeleologia bastante organizada, com mais de 1.200 sócios na Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE). Além disso, o Ibama criou um departamento que cuida exclusivamente dos assuntos espeleológicos, o CECAV, que vem trabalhando conjuntamente com a SBE. HistóriaA história da Espeleologia remonta a origem do homem, que em tempos pré-históricos usavam-nas como abrigo. Os achados mais antigos da presença do homem nas cavernas datam de 450 mil anos atrás. Entre 350.000 a.C. e 10.000 a.C.surgem as primeiras pinturas rupestres, ilustrando principalmente cenas domésticas e de caça. Com o final das eras glaciais, o homem acaba deixando as cavernas para se instalar nos campos. Nesta época as cavernas passam a ser usadas como armazéns, lugares de culto ou túmulos.Na Idade Média as cavernas passam a ser consideradas abrigo do demônio e lugares malditos. Essa visão só muda a partir da segunda metade do século XIX, quando as cavidades naturais voltam a ser alvo de visitas e explorações – o que é aumentado devido à busca do salitre para a fabricação de pólvora.Somente no início do século XX o homem passou a tratar a exploração das cavernas como uma ciência. O primeiro a encarar a caverna como um objeto científico foi o francês E. A Martel, conhecido mais tarde como o "pai da espeleologia". Seus trabalhos sobre as cavernas abriram um novo caminho para os pesquisadores e aventureiros do passado.No Brasil, as pesquisas do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund abriram as portas da espeleologia em 1835, com a exploração das cavernas na região de Lagoa Santa e Curvelo. Apesar de seus trabalhos serem voltados para a paleontologia, suas descrições e mapas permitiram atribuir um caráter espeleológico às suas atividades. Nos últimos 30 anos, a Espeleologia se transformou numa atividade de grupo e começou a atrair jovens desbravadores e aventureiros. Mas a atividade ainda enfatiza a ciência e a ecologia. Equipamentos
Cabo solteiro para auto-segurança: corda dinâmica de 3,5m - 9,5mm; utilizada para segurança durante escaladas.
Calçado: botas de neoprene com solado reforçado ou botas resistentes a água, que não só protegem das pedras e da umidade, mas também evitam escorregões e deslizes, facilitando o deslocamento dentro da caverna.
Capacete: equipamento de uso obrigatório, sua função básica é proteger de pedras soltas que podem cair acidentalmente na cabeça do escalador.
Carbureteira: recipiente que produz o acetileno a partir de pedras de carbureto em reação com a água controlada, utilizada para iluminação.
Cinto, cadeirinha e peitoral: serve basicamente para sustentar o
atleta durante a escalada.
Corda do tipo estática: pode servir como sustentação em escaladas.
Fitas: tiras de material sintético unidas de modo a formar um anel, de grande resistência. As fitas são cortadas em diferentes tamanhos, de acordo com sua finalidade, e podem ser usadas para segurança, fixação e ancoragem.
Freios: peças metálicas de diferentes tipos (oito, magnone, ATC, stop), com a função de controlar a descida do escalador na corda, ao final de uma escalada utilizando técnicas verticais.
Kit de grampeação: martelo, batedor, plaquetas, spits de 8mm. Usado para fixar os grampos e possibilitas a escalada.
Lanterna à prova d'água: para iluminar o caminho, já que o ambiente das cavernas é escuro e úmido.
Luvas de neoprene: para proteger as mãos durante o deslocamento.
Mochila estanque ou vazada: para carregar o equipamento.
Mosquetão: peça metálica em formato de elo com uma parte móvel (lingüeta) que se fecha com a ação de uma mola interna. São fabricados em vários formatos, cada um com uma aplicação específica.
Roupa de neoprene ou macacão: além de ajudar na mobilidade, protege do atrito com as pedras e também do frio de algumas cavernas.Outros acessórios indispensáveis para a prática: roldanas, proteções de corda, cordeletes 6mm, malhas rápidas P15, head lamp, manta de sobrevivência, kit de primeiros socorros, apito FOX 40; canivete e proteção para mapas.Onde praticarO Brasil abriga algumas das maiores e mais belas cavernas conhecidas em todo o mundo, com mais de 2.500 cadastradas pela SBE. Um dos locais mais procurados para a prática do Caving é o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) em São Paulo, com mais de 300 cavernas. Bonito, no Mato Grosso do Sul, além de Gruta do Tamboril em Unaí (MG), Poço Encantado em Lençóis (BA), Chapada Diamantina (BA) são excelentes escolhas. Fora esses locais, todos os estados brasileiros possuem interessantes cavernas que permitem a exploração.EscolasCavernas são ambientes delicados e muito perigosos. Não se deve se aventurar por elas sem a companhia de um guia experiente e sem equipamentos de segurança e de iluminação adequados. A melhor maneira de começar é procurando um grupo de espeleologia e aprender com os mais
experientes. Algumas sociedades de espeleologia, assim como algumas universidades brasileiras, oferecem cursos e palestras sobre a atividade. Para se informar, o melhor caminho é a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), organismo não-governamental que congrega os grupos dedicados à pesquisa, exploração e proteção das grutas e abismos no país. O endereço é: www.sbe.com.br.CampeonatosNão existem campeonatos de Espeleologia, já que o objetivo da atividade é ecológico e científico, e não competitivo.
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